Por terra e no ar, policiais que estão na caçada pelos criminosos que realizaram assaltos em Confresa (MT) e seguem escondidos no Tocantins se organizam para as chamadas incursões. Imagens divulgadas pela Polícia Militar (PM) mostram o momento em que as equipes estão recebendo orientações e se organizando para entrarem no mato em busca do bando.
Cerca e 350 policiais civis e militares do Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais estão empenhados em encontrar os suspeitos desde o início da Operação Canguçu, considerada pela polícia uma das maiores para capturar criminosos do país.
A base de apoio da força-tarefa é uma fazenda localizada na zona rural entre Pium e Marianópolis. O local já recebeu a visita de governadores do Tocantins, Mato Grosso e Goiás no fim de abril, que garantiram que as forças de segurança vão manter o cerco até que todos os criminosos sejam localizados.
Até esta quarta-feira (10), 16 criminosos foram mortos após trocarem tiros com os policiais. O último confronto foi registrado na segunda-feira (8). O suspeito chegou a ser levado para o Hospital de Marianópolis, mas acabou morrendo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que ele era natural do estado de São Paulo.
Nas imagens divulgadas pela PM, é possível ver como se organizam as viaturas e grupos recebendo orientações. Então presentes integrantes de várias divisões, como Força Tática, Patrulha Rural, entre outros.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/C/9/eLH1y3RxWkl0BTYbTPRQ/whatsapp-image-2023-05-09-at-15.48.37.jpeg)
Policiais Militares do Tocantins recebem instruções durante a Operação Canguçu — Foto: Divulgação/PM
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/6/Y/8DsATkT1ekAI7fYzZ66A/whatsapp-image-2023-05-09-at-15.48.37-1-.jpeg)
Policiais militares do Tocantins que integram a Operação Canguçu — Foto: Divulgação/PM
As forças que fazem parte da Operação Canguçu percorrem uma área de 4,6 mil km, em quatro cidades: Pium, Marianópolis, Confresa e Araguanã.
No dia 10 de abril, os criminosos chegaram ao Tocantins pela região oeste, provavelmente usando barcos e navegando nos rios Araguaia e Javaés. Passados 30 dias, os criminosos estão cercados e possibilidade de saída da região,
já que as rodovias como a TO-080, que passa pela região, estão com bloqueios policiais.
Segundo a PM, eles chegaram a ficar dias escondidos na copa das árvores e têm se alimentando de espigas de milho e sal de ureia, usado na alimentação de gado. Para encontrar esses rastros, os policiais têm utilizado binóculos com visão noturna e drones com câmeras termais.
Os suspeitos ainda estariam usando sacos amarrados aos pés, para tentar não deixar pegadas por onde passam. Estratégia que foi descoberta com a morte de um dos suspeitos.
Mesmo durante a fuga os criminosos têm deixado um rastro de terror, invadindo propriedades e fazendo pessoas reféns. Áudios divulgados nas redes sociais mostram o medo dos moradores em Marianópolis do Tocantins.
Dentre os presos estão dois suspeitos localizados pela Polícia Militar na área da operação Canguçu, no Tocantins, e outros três homens que teriam participado do planejamento do crime capturados pela Polícia Civil do Mato Grosso, em Redenção (PA) e Araguaína (TO).
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !